Cocido Madrileño – Taberna de la Daniela

10/03/2010

É a estrela do almoço de Sábado de todas as famílias madrilenas. Aquela pela que todos os “gatos” põem as unhas de fora para dizer: “como o da minha mãe não há nenhum”. Diz-se que a tradição se mantém graças ao lado prático deste prato cujas sobras se aproveitam facilmente para qualquer comida durante a semana.
Mas o mais importante continua a ser o prazer de repetir semanalmente o cheiro e o sabor nostálgico que passa de geração em geração, à conta de umas 3 ou 4 horas de trabalho matriarcal à volta dos tachos.
Por isso, os “gatos” acham que ir ao restaurante comê-lo é um desperdício de dinheiro. Eu compreendo que não lhes saiba da mesma maneira.
Também os há, madrilenos, que não gostam do cozido ou, o que é o mesmo, que gozam de ausência de matriarcas madrilenas na família.

Outros, estrangeiros como nós, sofremos daquele entusiasmo típico dos desavergonhados sorvedores do alheio! A nós sim, felizmente é-nos permitido experimentar sem pudor, copiar, retalhar receitas e provar os restaurantes. E tão contentes que ficamos!
Assim o fizemos por algumas vezes, a última das quais adentrando-nos pela Taberna de la Daniela, onde acedemos à esfera dos nativos numa tentativa totalmente sucedida de fugir ao circuito turístico.

É entrar, sentar e comer. É Sábado e, obviamente, não se vê a carta: a mesa está posta para o cozido e é o que há! Não se vê mesas de menos de 4 pessoas. Começa por chegar a sopa, numa generosa terrina. A sopa do cozido é o caldo de cozer os ingredientes com umas massinhas a nadar. Nele apreciamos e adivinhamos os sabores de tudo o que virá a seguir: uma bandeja com as carnes e os enchidos e outra com as verduras (batatas, cenouras, couve lombarda) e os grãos. A sopa sobra, mas a terrina fica na mesa para podermos regar os grãos com o caldo. Acompanha também um molho de tomate, com alho e ervas.

São mais de duas horas a consolarmo-nos com este repasto, bem elaborado e com ingredientes da melhor qualidade. Demoramos tanto por três motivos: porque nos distraímos a conversar, porque é muita quantidade e porque surpreendentemente nenhum empregado nos pressiona. Parecem querer que comamos tudo, mas como é impossível, acabamos por ter que chamar à recolha. Ah, claro, é que também queremos guardar espaço para provar as sobremesas: dizem que todas são boas, mas do que provei dou o melhor voto à tarte de queijo, embora a de maçã não seja de menosprezar.
O atendimento é amável e ausente na medida justa para nos deixar apreciar ao nosso ritmo sem nunca nos deixar desatendidos.
O mais importante: experiência totalmente bem sucedida.

Taberna de la Daniela (General Pardiñas, 21 / tel: 0034 91 575 23 29 – reservar antes).
Para os que quiserem viver uma experiência de cozido mais classy, não posso deixar de recomendar o
Lhardy, pela experiência de comer num dos restaurantes mais antigos de Madrid.

PS: O marido diz que o meu cozido é o melhor (defeito de madrileno, ainda que de adopção). Para não deixar ninguém com água da boca, deixo-vos a minha receita (pessoalíssima) no nosso blog We Are Food


MODALISBOA ’34 / CHECK POINT

04/03/2010

Estamos muito contentes por ver a ModaLisboa voltar à sua casa, à cidade que lhe deu nome e onde nunca deixará de encaixar na perfeição.

Neste retorno que esperamos definitivo, o evento reinventa-se como sempre e à semelhança do seu negócio. Propõe que se circule pelos 20 desfiles divididos em dois espaços da baixa pombalina – o Páteo da Galé e o MUDE.

A Baixa merece acolher a moda em Lisboa e a ModaLisboa merece a baixa. De repente, tudo parece fazer sentido e as peças voltam ao seu sítio.

Assim será de 11 a 14 de Março neste ano redondo de 2010.

Melhor, melhor, só se renovassem o site em www.modalisboa.pt, cujo conteúdo já merecia uma imagem mais actual.

Daqui deixo os meus votos de muito sucesso com todo o carinho que me merece.


Goodbye Dear Sir

14/02/2010

No mesmo dia que Alexander Mcqueen decidia deixar-nos, também o computador cá de casa aterrou numa espécie de coma profundo aparentemente derivado da falha eléctrica que sofremos no bairro. Ainda abalados pelo acontecimento, e depois de alguma investigação, conseguimos reavivá-lo. Resta-nos ter esperança que os cientistas descubram algum dia o PMU reset button do ser humano…


iPAD

27/01/2010

Selfshelf

21/01/2010

The amazing Invisible Self Shelf isn’t a shelf at all, it’s a fake book that attaches securely to any wall. Because the Self Shelf is easily strong enough to bear the weight of a large number of volumes, you can stack your books so that they look like they’re floating on air.

The title of the fake book that makes up the shelf is “Ceci n’est pas un livre” (‘this is not a book’)! But nobody’s going to notice this subtle gag if they’re too busy admiring your library.

By Dutch by Design


Curtas de Moda

14/01/2010

Pela mão do Sr. Karl Lagerfeld, uma interpretação fantasiosa dos sonhos de mademoiselle Chanel. Inverosímil, sim. Hilariante, também. Triste, pela representação dos manequins. Enfim, ferramentas de marketing que sustentam uma marca e a mise en scène dos desfiles.

Aprovaria Coco o que agora se faz em seu nome? Questionável…


Less is More – Dieter Rams

12/01/2010

18 November 2009 – 09 March (Design Museum – London)

As head of design at Braun, the German consumer electronics manufacturer, Dieter Rams emerged as one of the most influential industrial designers of the late 20th century by defining an elegant, legible, yet rigorous visual language for its products. The exhibition will showcase Rams’ landmark designs for Braun and furniture manufacturer Vitsœ, examine how Rams’ design ethos inspired Braun’s entire product range for over 40 years, and assess his lasting influence on today’s design landscape.

Dieter Rams’ Ten Principles of good design:

Good design is innovative.


Good design makes a product useful.


Good design is aesthetic.


Good design makes a product understandable.


Good design is unobtrusive.


Good design is honest.


Good design is long-lasting.


Good design is thorough down to the last detail.


Good design is environmentally friendly.


Good design is as little design as possible.


Tim Burton@MOMA New York

11/01/2010

Vincent (1982), first short film by Tim Burton

Tim Burton@MOMA New York

November 22, 2009–April 26, 2010

Taking inspiration from popular culture, Tim Burton (American, b. 1958) has reinvented Hollywood genre filmmaking as an expression of personal vision, garnering for himself an international audience of fans and influencing a generation of young artists working in film, video, and graphics. This exhibition explores the full range of his creative work, tracing the current of his visual imagination from early childhood drawings through his mature work in film. It brings together over seven hundred examples of rarely or never-before-seen drawings, paintings, photographs, moving image works, concept art, storyboards, puppets, maquettes, costumes, and cinematic ephemera from such films as Edward Scissorhands, The Nightmare Before Christmas, Batman, Mars Attacks!, Ed Wood, and Beetlejuice, and from unrealized and little-known personal projects that reveal his talent as an artist, illustrator, photographer, and writer working in the spirit of Pop Surrealism. The gallery exhibition is accompanied by a complete retrospective of Burton’s theatrical features and shorts, as well as a lavishly illustrated publication.

Also in MOma: The New Typography (December 23, 2009–July 12, 2010)


Carta aos Reis Magos

05/01/2010

RITA… encontrei-te!

03/12/2009

Rita Lee . Lança Perfume

Rita Lee . Mania de Você