“I am comfortable being in black! (…)

11/04/2011

Depois desta looooonga reflexão sobre o tempo, o Zeitgeist devolve-me ao grande Yohji Yamamoto (Yokohama, Japão, 1943).

O Designer na verdadeira ascensão da palavra, ou aquele-que-sabe-extrair-a-alma dos materiais, poderia ter sido um brilhante advogado quando, em vez disso, decidiu ajudar a mãe no seu ofício. Felizmente para nós, esse caminho levou-nos à descoberta (nos anos 80 como agora) de que não só desditas vêm do Japão, mas sobretudo novas formas de esculpir o corpo feminino (e mais tarde também o masculino), formas que se tornam filosofias, filosofias que transformam eras, eras que marcam para sempre as idiossincrasias da moda. Estructurar a desestructura, uma anti-moda que desafia o viciado olhar ocidental – o seu trabalho não se vê melhor abrindo os olhos, mas sim abrindo o espírito. O belo torna-se, nas suas mãos, mais indefinível e desassocia-se de qualquer trejeito decorativo. De repente até, sem que se anuncie, descobre-se mesmo funcional.

(…) Not in the light.”, diz.

Hoje, deixo-vos com um mundo que anuncia Yohji em grandes néons cintilantes: um documentário na forja com estreia prevista para breve (‘Yohji Yamamoto: This Is My Dream‘, by Theo Stanley); um movimento de comemoração de uma década de parceria revolucionária com a Adidas – Y-3; uma exposição retrospectiva no Victoria and Albert Museum patente até 10 de Julho; e uma entrevista exclusiva conduzida pelo director de moda do SHOWstudio.

Eu, por cá fico, reflectindo e acariciando a minha homenagem pessoal ao mestre (o homónimo gato cá de casa).

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Fashion Timeline

10/12/2010

Heritage” — A Fashion Timeline by Christian Borstlap


Clothing in The Year 2000

04/11/2010

How charming!!!

Even though some of these predictions are quite right: pockets for everything a man needs to be efficient and gowns for women to attract men…

Still hopeful???… I thought so…


Viagem a Marialva (e regresso ao lado inimigo)

19/10/2010

Procurando um sítio para passar uns dias, entre Aveiro e Madrid, descobrimos, um pouco por coincidência, a belíssima aldeia histórica de Marialva e o seu complexo de “turismo de aldeia” das Casas do Côro.

Uma vez estabelecidos e munidos de documentação sobre a zona, começámos o nosso périplo pelas Aldeias Históricas de Portugal (com destaque para a nossa anfitriã Marialva) e pela riquíssima zona do alto Douro e arredores.

Tentando não repetir a informação dos dois links que acima vos deixei, a primeira recomendação vai para as Casas do Côro, excelente projecto de turismo de Aldeia, não só pela localização (Marialva será umas das aldeias mais belas) mas também pela oferta de actividades, muito ligadas ao vinho e à gastronomia, e ainda ao relax dado que o ambiente é de absoluta tranquilidade, como se pode ver pelas fotos.

Embora o preço possa retrair um pouco ao princípio, rapidamente nos apercebemos que o que temos pela frente é uma oferta de experiências memoráveis (e provavelmente irrepetíveis). Por isso, jantar pelo menos uma vez no restaurante das Casas (o Casão do Largo) é obrigatório. Só para vos abrir o apetite, direi apenas que o jantar é constituído por três pratos das melhores iguarias da terra admiravelmente confeccionadas, uma oferta de dois excelentes vinhos da região, e sobremesas conventuais de fazer perder qualquer dieta. A decoração é do tipo romântico, com mesas bastante generosas que deixam espaço à conversa, ambiente tranquilo e excelente atendimento.

Outra experiência obrigatória é o passeio pelo Douro. A equipa das Casas do Côro dispõe de uma lancha para cerca de 8 pessoas ancorada no Cais do Pocinho, e a viagem percorre o Alto Douro vinhateiro, até Barca D’Alva. Para os mais corajosos, há uma paragem para banhos. O almoço está incluído, no restaurante “O Lagar” que demonstrou ser mais uma agradável surpresa (excepcional o arroz de cogumelos). À volta, despedimo-nos do Douro levando connosco o aroma das vinhas daquela que os especialista consideram ser a próxima forte região de vinho (terras de xisto cujos benefícios vitivinícolas são agora descobertos). Levamos também a esperança de que volte a funcionar a saudosa linha de comboio, cujo trajecto tem potencialidades ainda hoje evidentes.

Já em terra, centramo-nos noutro tipo de pedras, as que nos fazem viajar no tempo por muralhas, castelos e aldeias inteiras. As três que visitámos  – Trancoso, Almeida e Penedono – têm em comum a boa conservação dentro e fora das “fortificações”, comuns a todos estes sítios em tempos estratégicos na defesa da fronteira contra os invasores espanhóis.

São aldeias para visitar caminhando, com calma e almoço pelo meio.

De regresso a Madrid, ainda comovida pela beleza destas terras e pela história de que são testemunho, cruzo a fronteira com um pensamento: vimos tantas guerras e tanto sangue derramado na defesa da nossa pátria, para a miséria do país nos obrigar agora a bandear-nos para o lado inimigo.

Ironias do destino que nos fazem pensar que, a final, as guerras vencem-se assim. A História continua e as fronteiras são hoje uma ilusão que se mede pela capacidade que cada país tem de dar uma vida digna e estável à sua gente e evitar que as tenham que cruzar.

Alguns dirão que fracos são os que se vão embora e não o país, mas sobre isso dedicarei outro post. Por agora, fica a esperança de que este vos tenha entusiasmado para ir conhecer a bela aldeia histórica de Marialva.

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year: 1950

09/09/2010

Vintage pendant lamp with blue enamel and glass lens.
origin: polish
year: 1950
dimensions: height: 39cm; diameter: 42cm


vamos falar do que nos trouxe aqui

18/08/2010

…A propósito…

02/08/2010
Podéis tener Retiro, Casa Campo y Ateneo,
podéis tener mil cines, mil teatros, mil museos,
podéis tener Corrala, organillos y chulapas,
pero al llegar agosto, ¡vaya, vaya!,
aquí no hay playa.
¡Vaya, vaya!
No hay playa.

¡Vaya, vaya!

Podéis decir a gritos que es la capital de Europa,
podéis ganar la Liga, podéis ganar la Copa,
afirmaréis seguros que es la capital de España…
Podéis tener hipódromo, Jarama y Complutense
y , al lado, la Moncloa donde siguen los de siempre,
podéis tener el mando del imperio en vuestras manos,
pero al llegar agosto y el verano…
Podéis tener la tele y los 40 Principales,
podéis tener las Cortes, organismos oficiales,
el Oso y el Madroño, Cibeles, Torrespaña…
¡Escucha, Leguina!
Podéis tener Movida ¡hace tiempo!,
Movida promovida por el Ayuntamiento,
podéis rogar a Tierno o a Barranco o al que haya,
pero al llegar agosto, ¡vaya, vaya!…

“The Refrescos”


Teaser Louis Vuitton

02/05/2010

A nova campanha publicitária “Core Values” da Louis Vuitton juntou estas três estrelas do futebol mundial no Café Maravillas, um bar típico de Madrid, desafiando-as para um jogo de matraquilhos. Pelé, Maradona e Zidane, os três portadores da emblemática camisola número 10.

A campanha começará a ser publicada nas edições de Junho das principais revistas internacionais, coincidindo com o início do Campeonato do Mundo.

As fotos de Annie Leibivotz capturam uma atmosfera de rivalidade divertida e amigável. Ao balcão, está a mala Louis Vuitton Pegase em Mon Monogram personalizada com as iniciais de Zinedine Zidane, enquanto, ao lado, vemos uma Keepal em cima do banco. Abaixo poderemos ler: “Three great journeys, one historic game”.

Entretanto, o mini-website dedicado à campanha –www.louisvuittonjourneys.com – incluirá outras curiosidades.


Be Stupid!

22/04/2010

É o slogan da nova campanha da Diesel, idealizada pelos criativos de Stink Digital e Anomaly London.

Quatro coisitas dignas de registo sobre este acontecimento:

1ª – estamos perante um objecto tão inovador que ainda não se inventou a palavra para o definir. Vamos arriscar por vídeoclip-catálogo-interactivo de moda, com o qual se pode “brincar” em www.diesel.com

2ª – o vídeoclip é interpretado por um conjunto de 100 jovens anónimos, escolhidos entre os milhares de admiradores-consumidores da marca que responderam ao chamamento feito através das redes sociais na Internet;

3ª – a realização esteve a cargo de Arno Salters, espelhando em stop-motion a outro francês, Jean-Luc Godard, na coreografia do seu filme “Band à Part” (1964);

4ª – tudo isto coroado com a música em estreia absoluta de Josep Xorto, músico catalão sediado em Londres, que pôs este seu “A Hundred Lovers” perfeitamente à altura desse universo-estupi-vanguardista-Diesel.

Se apenas outras coisas no mundo fossem assim tão estúpidas!…


ISBN

15/03/2010

Duas referências para recomendar, descobertas praticamente ao mesmo tempo e cuja mistura de imaginários daria uma excelente produção de moda (já estou a imaginar as fotos, que visionária desperdiçada sou!).

Viva a moda! E as iscas!… e as tripas!